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domingo, 28 de dezembro de 2008

Happy old year.

Hey Hey! Já era o Natal... e nada do meu post exclusivo sobre Crepúsculo. Acho que vou colocar isso ou na minha lista de 'coisas que falei que ia fazer e não fiz' ou na minha lista de 'coisas que tenho que fazer no ano novo'.

Mas bem, a segunda lista vai ficar pra janeiro, assim fica melhor pra achar ela aqui no fim do ano que vem - o primeiro post do primeiro mês (h). Mas já que todo mundo - 3 ou 4 amigos e um pessoal desconhecido que eu visito em blogs - tá fazendo uma retrospectiva, vamo lá também,[ironia]porque é moda, e eu tou na moda, babe.[/ironia]

Balanço geral de 2008
(tentando deixar organizado isso)

Melhor mês: provavelmente setembro, mas minha memória falha muito. Na verdade a partir de junho os meses foram bons. ;)
Melhor show: fui em poucos, mas o que eu mais curti foi o cover dos Beatles no Laranja. O Show em si tava uma droga, o lugar era um saco (primeira e última vez que vou no Laranja Mecânica), mas eles cantavam bem e deu pra cantar junto. Em segundo lugar fica Dead Fish, porque o show foi bem feito e o lugar era legal - descontando so 'chutes' na cabeça que eu levei...
Melhor festa: a minha de formatura \o/
Melhor filme: nossa, aí fica difícil... nada extremamente empolgante esse ano. Nem no cine nem na locadora. Pensei que Clone Wars fosse ser bom, mas virou uma decepção =s. O mais legal mesmo foi Juno, que foi no fim do ano passado/começo deste. Twilight também foi bom.
Melhor série: The Big Bang Theory.
Melhor banda: Nossa, muita banda nova esse ano, mas o mesmo caso do cinema. Pesando numas antigas que eu ouvi bastantão esse ano, fica Less Than Jake, Death Cab For Cutie e Snow Patrol.
Melhor passeio: Sampa com o pessoal da escola, ir ver uns negócios da ETEC de lá. Me entupi de Coca e foi tããão legal! A gente foi na prisão, pôxa...
Melhor livro: duas séries. As Crônicas de Artur do Bernard Cornwell no primeiro semestre e A Mediadora, da Meg Cabot, no segundo. Nada a ver um com o outro, mas tudo bem...

Pior mês: possivelmente março.
Pior show: Acústica no Teatro Municipal. O que salvou foram os amigos junto, porque tava um saco.
Pior festa: A maioria delas foram sem graça.
Pior filme: Antes só do que mal casado. Um lixo.
Pior série: Segundo todo mundo foi Heroes, mas eu só assisto as que me interessam, então...
Pior banda: Cavalera Conspiracy, blé.
Pior passeio: não lembro. Sério.
Pior livro: Breaking Down, dos que eu li. Mas talvez essa opinião seja mutável.

Resumindo tudo, foi um ano legal. Não trabalhei, que era algo que eu queria, mas aconteceu muita coisa e eu aprendi um monte. Foi meu último ano irresponsável - em teoria - e foi mesmo bem legal! 2009 vai ser mais corrido, mais 'novo' de verdade. Faculdade, estudar de noite, procurar emprego... mas, por incrível que pareça, eu não tou com medo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Tempus fugit

Tava assistindo Simpsons hoje e no comercial começou a passar aquela mensagem de fim de ano do Drummond, saca? "Receita de Ano Novo".
E tava pensando... Ano Novo não é Ano Novo sem essas coisas, não é? Mensagens, músicas, celebrações, amigo secreto, churrascos, visitas a parentes...
Em partes acho que isso é bem legal. Tipo... FÉRIAS!
Mas se for pensar um pouco, é meio triste comemorar as coisas só quando elas começam ou acabam. Principalmente se tratando de tempo. Como se comemora o tempo? Como se comemora só uma vez uma coisa que nunca pára? É mais ou menos iqual a história do aniversário, que a gente comemora a cada ano mas devia comemorar a cada segundo, já que a todo tempo estamos mais velhos.

Talvez justamente por ser fim de ano eu esteja pensando nisso, mas o tempo é engraçado. É um agente endógeno e exógeno ao mesmo tempo, não somente na Terra, mas na vida, nas cidades e nas pessoas também. É engraçada a relação que os homens têm com ele, sempre querendo segurar ao máximo, retê-lo entre os dedos igual água, e depois celebrando sua passagem e agradecendo pelas coisas vividas. Sentimos medo quando pensamos na passagem de algo que é impossivel de se deter e de rever. Até tentamos congelar, tirando fotos, guardando coisas em caixas, inventando filmes de ficção... mas no fim o que nos sobra são as lembranças do que aconteceu - do tempo externo, digamos assim - e não como no sentíamos, na realidade.

Não importa, a passagem do tempo não é algo questionável, embora a percepção dela seja. De qualquer forma, talvez por isso os Romanos tenham inventado a tão famosa expressão do Carpe Diem. Porque não conseguimos mudar as coisas ou refazê-las, não conseguimos voltar, ou ir para a frente adivinhando as certezas. Não temos certezas. Só temos... isso.
Mas isso é o sulficiente, creio eu.


"Sed fugit interea fugit irreparabile tempus" (Virgílio)

sábado, 13 de dezembro de 2008

Armageddon's



TODOMUNDO que tem uma faixa etária entre 18 e 15 anos já foi - ou é - fã de Linkin Park.
De qualquer forma, ouçam. Parecido ou não com o filme, o vídeo é demais.
Reason unknown do porque eu me senti 'em meio a chuva' quando ouvi essa música hoje. Simplesmente do nada ela me veio à cabeça e eu precisava ouvir.

Sem mais por enquanto.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

E agora?

Acabei de ler os blogs do Lucas e do Johnny e cheguei a triste conclusão de que não estou cuidando bem desse lugar. Primeiro, que ele tem um tom total de auto-análise e de sessão de críticas do FolhaTeen, coisa abominável.
Segundo... WTH is this, really?
Quando eu fiz o Maniac, foi pra restaurar o sentido antigo do Jeans'n Coke, que acabou virando um mural de textos desconexos sobre política muito mal feitos. A idéia original era escrever sobre as coisas que aparecem por aí e precisam ser comentadas, e iso foi atingido, por um espaço de tempo.
Até eu começar a escrever sobre coisas estranhas, tipo meus acessos de ouvinte de Radiohead ou crônicas escolares de lembranças num estilo Rubem Braga depois duns gorós...

Ou seja: desorganização.

Igual minhas fotos no Orkut, igual meu quarto, igual minha disposição de arquivos no PC.
Tou começando a ver a certeza da insanidade vindo... porque eu organizo as coisas por ordens não muito notáveis, e várias vezes sutis e desconexas.
Mas há um padrão. Sempre tem um.
Talvez eu deva colocar nas resoluções de ano novo :organizar por algum critério não-subjetivo as minhas coisas.

O problema agora é o que fazer. Migrar esses textos pro Jeans?
Eu ainda sinto falta daquele blog... tou pensando seriamente em inverter a situação, fazendo daqui uma terra-de-niguém onde rolem posts aleatórios sobre céu, terra e o que houver entre eles e lá colocar as notícias.
Mas escrevi tanta coisa aqui também, que é impossivel mudar tudo da noite para o dia.
Talvez eu nem faça nada, só continue seguindo meu padrão desconexo e escrevendo aqui mesmo. Acho que vou desativar de vez o Jeans e tentar reorganizar as coisas por aqui.
Não sei... e agora?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Nevermind

Talvez eu só esteja com medo.
De qualquer forma agora é tão tarde pra mudar qualquer coisa.
Eu nem escrevo direito, sinceramente.


Talvez estejam certos e eu esteja errada. Na verdade é bem possível. Só que não dá mais pra me livrar da sensação que sempre me perseguiu e que agora me alcançou de vez.
Uma peça errada.

Errado. Errado. X. i.
Década passada. estranha. nada

É, Sid.

SID. Sid. Sid. Sid.
Como pode um teste tosco de internet me mostrar tantas coisas?



Talvez aquele menino maluco estivesse certo. Eu devia olhar com mais atenção pras pessoas e pra minha vida. Ia perceber que isso tudo é só uma espécie de jogo mal desenvolvido onde eu acabo sendo sempre uma peça perdida. Uma peça descartada.


"tá errado, vai pro lixo."

I'm not a metal head. I'm not a head, too.

Talvez eu perceba daqui a algum tempo que tudo isso não passa de bobagem, mas não consigo para de pensar que não faz sentido.
todos - todos - de alguma forma se encaixam em algum lugar desse mundo, nessa geração. mas eu sempre pareço vindo de algum lugar do passado. como aqueless caras dos anos 90 que dormiam o dia odo e ficavam vagando por aí quando não tinham nada pra fazer.
Mesmo meus gostos adquiridos no meio ainda são antigos... cinema, música, all star, mupy - o mupy é tão 90s que até me assombra. As cores.. são tão antigas...
Pensei que era nerd, sinceramente quase cheguei a acreditar que fosse. Da turma do 'não-danço-rebolation-em-rave', por exemplo.
Mas aí surgiram mais um monte de coisas que eu percebi que eu 'não sou', e cheguei a conclusão ali de cima, que realmente não me enquadro em nada.
Não sou noob. Não que eu saiba. Nem devia usar essa palavra, já que faz meio parte do dicionário de internet que eu não conheço.
Não gosto de animes. Um ou outro são legais (os antigos). Mas o fato de meio que 'desprezar' a cultura japonesa me faz ficar longe de 70% dos tipos básicos de nerds.
Não assisto séries. Só Big Bang Theory e Skins. Assistia anos incríveis também. Mas cada vez menos me empolgo com isso. Nem Lost eu vi - e olha que até o Johnny inventou de ver (meu amigo nerd que dança rebolation e sempre falou mal de Lost).
Não gosto mais de ficar ouvindo música. Ela me dá loops no cérebro. Também acho que tudo o que podia ser feito de bom já foi. (Mesmo o CD novo d Snow Ptrol sendo muito, muito bom).
Não gosto de álcool. Yeah, baby, não gosto.
Mas estranhamente até que gosto do cheiro de cigarro. Não que tenha coragem e vontade de fumar - eu tou com raiva, não com depressão, oks? - mas o cheiro de cigarro não me parece dos piores.
é melhor que cheiro de maionese, por exemplo.
Não tiro notas decentes. Um fiasco.
E não tirar notas é tão oldschool.
É o tipo de coisa que você vê gente fazendo na sessão da tarde, nos filminhos antigos de colegial.

Não quero que pensem, caros leitores, que menosprezo vossa geração. Não é nada disso. Eu acho a ultura de hoje em dia muito legal, sinceramente.
Só me dei conta que eu talvez não faça parte dela. Não é necessáriamente algo ruim, porque, vamos ser sinceros... quer quer alguém que nem sabe ficar em pé direito? Que descobriu - no último segundo de sua juventude - que não faz parte do meio que sempre achou que, mesmo nas beirinhas, estava dentro?
Não sou nerd, de nenhum tipo de nerd. De nerd só tenho o gosto de Star Wars - mas isso ninguém me tira. Rá.
Então... What The hell am I?
Posso até ouvir o Radiohead cantando... omg.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Questão de História.

1 – Comente, explique, dê exemplos dos principais fundamentos e objetivos do liberalismo econômico, citando seus expoentes.
Argumente sua resposta comparando com os dias atuais.

O liberalismo é um sistema econômico onde não há intervenção do governo em nada.
Seria como se todos os países fossem maiores de 18 anos, e vacinados. Só que algumas multinacionais aliciam países menores para trabalho escravo, e isso gera a pobreza e fome mundial.
Há algum tempo atrás em 1929, a bolsa de valores dos EUA quebrou feio por causa da hiperprodução e da falta de renda, gerando um novo esquema, o neoliberalismo de Keynes. O neoliberalismo é quando o governo regula o mercado, reduzindo (em teoria) as crises causadas pelas multinacionais fdp’s. Mas isso só acontece quando o governo é sensato e não tem dívidas, o que é impossível em países subdesenvolvidos.

Adam Smith queria fazer um bem livrando a economia da política. Só não sabia que a economia ia acabar mandando na política. Ou sabia? Haãn?

Quanto a Malthus, que dizia que a população ia crescer tanto que não haveria mais comida... demorou mais do que ele pensava, mas estava certo, em pontos.

A livre circulação de mercadorias favorece cada vez mais as grandes populações e tira definitivamente da rota de comércio os países mais pobres. A população aumentou, e precisa de comida. Mas as empresas precisam de energia... e de novo as empresas mandam na dinâmica da política mundial.
Malthus, você errou e acertou meu chapa. Vamos morrer de fome? Alguns já morrem... Mas não porque somos muitos, já que logo estoura mais uma guerra e acaba com isso. Morrem porque a comida simplesmente não chega lá. É cara, artigo de luxo. Coisa que era pra ser natural...
Pouca comida e muita gente? Ou muita comida pra pouca gente?

É, podia falar tudo isso na questão, mas vai lá... melhor editar o que o livro diz.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Um tanto bem maior!

Já faz um tempo saiu o "novo" CD do Teatro Mágico, com umas músicas novas e umas que eu já tinha ouvido nos shows... De qualquer forma, a fórmula é a mesma, e continua acertando meu coração (desculpa a melação, e desculpa a rima, mas TM faz umas coisas assim).

Dá uma olhada nele: Segundo Ato.

"há uma alma em mim, alma calma que não condiz com nossa pressa"


Mas hoje tou meio filosofante, talvez por causa do Teatro, ou porque o céu tava num tom de cinza azulado que me dá a maior paz que eu preciso, ou porque pensei em muitas coisas e em nada, mas fiquei um pouco assim. E nem tou a fim de comentar da vida ou da morte, só deixar os dedos correrem no teclado por um tempo indeterminado.
Hoje pensei um bocado que queria uma gaita. Daquelas que se toca em fogueiras, sabe?
Talvez se tivesse escolhido uma gaita ao invéz de um violoncelo, as coisas fossem mais fáceis.
Quero uma gaita faz um tempo já. Na verdade desde que me lembro do som e do fogo.
Também pensei que preciso arranjar um jeito de sair daqui, igual o Sam fez em On The Road. Não sei porque, mas acho que perdi um pouco do medo de andar sozinha, talvez pela certeza de que tenho pra onde voltar (mesmo que não saiba se é uma certeza de verdade) ou porque sei que cresci e tenho que achar um lugar pra mim, ou só um caminho pra ir indo.
Pensei que não tenho exatamente que chegar a um fim.


"Eu não pareco meu pai
Nem pareco com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Mas a incerteza traz inspiração

Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso

Tem sorriso que parece choro
Tem choro que é por alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia

Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem aquele que parece feio
Mas o coração nos diz que é o mais bonito

Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais"

Sonho de uma flauta - Teatro Mágico

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

"Quando somos criancas, somos um pouco de cada coisa. Artista, cientista, atleta, erudito. Às vezes parece que crescer é desistir destas coisas, uma a uma. Todos nos arrependemos por coisas das quais desistimos. Algo de que sentimos falta. De que desistimos por sermos muito preguiçosos, ou por não conseguirmos nos sobressair, ou por termos medo".

- Kevin Arnold, in ANOS INDRÍVEIS, episódio "Coda"



Não sei bem do que você está falando, meu amigo. Mas sei que esses meses têm passado como anos, e me sinto cansado e velho demais para lutar, para sequer acreditar em grandes coisas.
Que tenho eu a ver com os males do mundo? Nem Caeiro, cantando a natureza antes do seu fim, pôde sentir os males do mundo. Eu só quero, talvez, seguir um caminho reto em busca de uma fonte. Uma fonte da juventude.

domingo, 5 de outubro de 2008

Sobre goblins

Uma discussão desde ontem sobre goblins e seres da mitologia nórdica tem me interessado um bocado. Nós lemos um monte de coisas sobre esses seres, mas as decrições são controversas e muitas vezes são confundidos com gnomos, duendes, leprechauns e outros.
Pensando nisso, tentei fazer um perfil geral de como é um goblin, apesar de Tolkien descrevendo Orcs e JK fazendo-os banqueiros... Uma pesquisa com os escritores britânicos de fantasia que mais estudaram do assunto - ou não, dependendo do caso - me ocupou por um bom tempo nesse dia chuvoso, enquanto esperava minha coruja chegar com o pacote de chocolates que eu encomendei.
Vamos ao assunto, então.

Indo direto a fonte - ou seja, ao Bernard Conrwell, o escritor histórico inglês com quem eu geralmente aprendo um bocado - temos uma referência vaga, porém muito confiável, sobre os goblins. Ela está na página 209 do livro "O Último Reino", onde Cornwell faz referência ao Nihtgenga, ou goblin, palavra que significa caminhante noturno.
No mesmo livro, na p.215, ele coloca os goblins entre os seres que vinham a Midgard - a Terra - durante a noite, os Sceadungengan, "andarilhos das sombras". Cornwell descreve esses seres como metamorfos que não eram vivos nem mortos, feras da noite. (p. 73)
Na internet eu encontrei uma descrição bastante baseada na mitologia de Tolkien afirmando que os goblins geralmente são associados ao mal. São de hábitos sociais primários, vivendo em cavernas. É uma coisa meio duvidosa, mas já nos leva vagamente a idéia de Orcs.
Tolkien realmente se referiu a goblins e a Orcs em seus textos. Algumas vezes como sinônimos, outras vezes ele colocou termos como duendes. A primeira vez que citou goblins foi no poema Goblin Feet, de 1915. Ele caracterizava criaturas estranhas e parecidas com duendes. O termo muda mais tarde, citando as vezes duendes e orcs ou goblins e orcs, sugerindo que duendes e goblins poderiam ser parecidos ou a mesma espécie.
Também há uma variação do sentido léxico da palavra Orc, que em 1915 significava monstro ou demônio, em 1917 tem uma variação para uma espécie de gnomo. Também há uma indicação de Christopher Tolkien de que a palavra 'gnomo' seja a correção da palavra goblin (Contos Inacabados, notas).

Outro lugar onde se confundem goblins e duendes é em Hary Potter. A tradutora da série, Lia Wyler, traduz como duendes os goblins encarregados do banco de Gringotes (primeira aparição em Harry Potter e a pedra filosofal). Podemos considerar a ligação de duendes coma sorte e o ouro,a ssim sendo indicados para cuidar de um banco. Mas isso também sugere que possam ser parecidos, ou que a tradutora errou feio.
Jk Rolling descreve os goblins como inteligentes, baixinhos, sérios e zangados e faz deles banqueiros de Gringotes e forjadores dos melhores objetos de ouro. Os goblins têm uma sociedade organizade e desenvolvida e desprezam os bruxos, já tendo se revoltado algumas vezes. O gosto por cavernas e o aspecto de crueldade ainda são preservados, mas não são exatamente maus como as descrições mitológicas sugerem.
Mas a melhor descrição que eu encontrei foi a de Eoin Colfer, nos livros da série de Artemis Fowl. Para Colfer, goblins são criaturas repitilíneas e malvadas, com a língua bifurcada, verdes e usam magia de fogo. São estúpidos, porém podem ser perigosos. Não são ligados aos duendes, que mais parecem elfos voadores (ainda na linguagem do Eoin, onde elfos são baixos, marrons ou castanhos e não voam) de orelhas pontudas.
Me agrada a versão dele porque ela pode englobar as outras e ainda ser bem descritiva. Também goblin sempre foi uma palavra que me lembrava algo de réptil. Tá bom que a parte do fogo é meio estranha, mas ela se encaixa bem nos contextos de Artemis Fowl. Nos resta imaginar como é um goblin real, basendo nas caracteríticas em comum e dando mais peso - obviamente - pro Cornwell e pro Tolkien.
Seria um ser noturno, que vive em cavernas e não é amistoso. Sua forma não pode realmente ser encontrada, mas eu imagino que talvez seja algo ligado à terra.
Enfim, pelo menos sabemos onde podemos encontrá-los.

domingo, 7 de setembro de 2008

That's me in the corner.

Bom, aqui estou eu. Msn em off pra poder escrever sem parar, entre fotos do Jedicon, comunidades aleatórias no orkut e R.E.M. no MP.
Então talvez isso fique com cara de final de festa, quando todo mundo já tá meio bêbado e meio deprê. A culpa vai ser toda do R.E.M.
Só tava pensando que as vezes a gente se sente meio que numa encruzilhada, esperando o sinal fechar pra atravessar a rua.
São tão engraçados esses segundos.
A mente se enche de imagens, pensamentos, lembranças... pra dali a pouco virar um vazio que beira a hipnose.
Apesar do trânisto, é um momento totalmente introspectivo. Você e seus pensamentos.
Não é uma coisa comparável a qualquer outro momento de pensar, quando você tá relaxado e pode controlar as coisas... não, é um momento no qual seus sentidos - visão e audição, geralmente - tão voltados pro semáforo, e sua mente vaga livre.
Acho que quem quer se conhecer, deve ficar na faixa de pedestres esperando o sinal abrir.

É engraçado, porque também é meio melancólico. Toda espera é melancólica. Mas quando inevitavelmente você tem que ficar frente a frente com você - sem a razão ou o domínio dos sentidos pra ajudar - as coisas ficam meio caóticas.
Surgem razões inexistenciais, planos pro futuro, frases de filmes, trechos de livros, cenas da escola, de casa, músicas, coisas que você não fez, ou não devia ter feito... tudo num embaralhado confuso que afinal de contas é a sua cabeça.
E quando o sinal finalmente fecha, aparece aquela sensação de ir pra lugar nenhum que a gente fica quando pensa muito - mas olha, ninguém pensou nada.

Nossa, que inútil.
Acho que vou deletar isso. Ou postar no Coke, que tá mais filosófico ultimamente...
Enfim, são 2 da manhã, e acho que bebi um pouco demais. Coca-cola, claro. ;)


engov: máquina do tempo - ultramen
Depois dessa fiquei animada.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Sendo irônico

Algumas pessoas têm um dom natural de uma espécie de humor diferente do escrachado, a ironia.
Ironia é, além de uma figura de linguagem, a forma de se comunicar mais contraditória, depois do mutismo.

Como toda forma de comunicação, têm seus problemas. Quem não entende a ironia muitas vezes acha o "Irônico" (ser que usa de ironia) uma pessoa com problemas mentais ou mal humorada. O Irônico, por sua vez, vê nos leigos um campo vasto para a depreciação.
O que fazer, então, para viver em paz numa sociedade onde tantos são incapazes de entender essa sutileza?
Antes de tudo, ironia não é humor negro. O humor negro, embora muitas vezes mal assimilado, não é tão complexo quanto a ironia.
Também esta, não pode ser compreendida senão por alguém que também compreenda as regras da prática. Se não assim, usar ironia sem saber controlá-la pode fazer a pessoa ser tachada de exagerada, e exagero é o ponto principal da ausência da ironia verdadeira.
Não se usa exageiros em ironias a não ser que se queira demonstrar a leigos o uso da mesma. Deixando ela 'escrachada' e tornando o entendimento mais fácil.
Porém, os dominadores da arte raramente usam de exagero, porque sentem prazer em ver a cara dos leigos diante de informações imprecisas e contraditórias.

Mas isso praticamente impossibilita a comunicação.

Um exemplo:

Irônico conversando com leigo:

I: Oi!
L: Oi, tudo bem com você?
I: Não.
L: Nossa! O que aconteceu, cara?
I (sem graça): Ah, nada não... tava zuando! Tá tudo bem sim. E você?
L: Tudo ótimo! Consegui aquele CD do Rush que eu queria, agora tenho que tirar as músicas... tem material pra muiiito tempo!
I: Ah, que legal! Mas pra você vai levar uma semana só! Você é tãããão bom com a guitarra! Até chorei uma vez que ouvi você tocando lá no Square.

(O nosso irônico não liga de parecer falso - outro problema da ironia - e também não nega presas fáceis. Se o Ego do leigo for predominante, ele nem vai perceber a ironia, e vai ser vítima de mais flechadas. Esperemos que ele seja desconfiado e mude para um assunto neutro.)

L: Que isso, cara... quando eu toquei lá tava sem ensaiar fazia um tempo, já...
I (baixinho): Percebeu-se...
L:Oi?
I: Ah, nada não, cara! Tava pensando só que amanhã tem aula de geometria. Você já fez a TDC?
L: Ainda não, tá complicado a parte de calcular uns ângulos, lá...
I: Complicado? Magina... tenho certeza que vou tirar 10 em tudo!
L: Sério? Pow, me empresta tua TDC então, cara! Porque aquele monte de ângulos tão me enforcando!
I: Nem, não empresto TDC.
L: Porque não, cara? Eu já emprestei um monte pra você!
I: É, as que você me emprestou tavam per-feitas!
L: Aff... você tá sendo irônico, né?
I: Magina...

A conversa segue sem se aprofundar muito em nada, porque o nosso Irônico não dá o braço a torcer.
A grande vantagem da ironia é que o Irônico é sempre querido por todos, diferente daquele que tem o senso de humor negro, que é tachado de mentiroso, estranho e sem graça pelos leigos.
Mas agora, vamos imaginar uma conversa entre dois irônicos:

I¹: Oi!
I²: Oi, tudo bem?
I¹: Não.
I²: UHAHUSUHAUHUSHUAS Que pior! Viu, ontem tava lá na biblioteca a adivinha só quem chegou!
I¹: Adivinhei, já! Adivinha quem eu adivinhei?
I²: A Maíra, cara. Chegou perto de mim toda curiosa perguntando o que eu tava fazendo, se eu já tinha terminado o trabalho do Roger e visto o filme novo do Adam Sandler.
I¹: AUHSUHAHUSUHAUHS Ela é tãão espontânea, hein? E que mavavilha de papo... mas diz aí, porque você tá falando da menina maaais tudo da sala logo agora que eu tava comendo?
I²: É que ela chegou falando de você. Disse que o Fubá tinha falado que você fez a TDC com os olhos fechados, e veio pedir pra eu pedir pra você empestar pra ela, porque ela não entendeu nada.
I¹: Mas se eu emprestar pra ela o Fubá vai ficar com ciúme...
I²: UHAUHSUHAUHSUHAS
I¹: Ela queria era encher o saco, cara.
I²: Magina, ela é tãão legal! Só não pediu direto porque acha que você não gosta muito dela...
I¹: De onde ela tirou essa idéia?
I²: Deve ter sido daquela vez que ela dedurou você pro Flávio, das pixações na lousa...
I¹: Será? Mas não tenho culpa se ela não sabe controlar os sentimentos a meu respeito. Só porque ela não veio falar comigo, não empresto a TDC.
I²: Tá todo mundo acreditando nessa TDC do Hell.
I¹: Não é minha culpa.
I²: Claro, claro...


Instigante, não? Como qualquer língua, só dois fluentes conseguem se entender bem, sem passar por grandes problemas.
Homenagem ao Johnny, o amigo mais irônico que eu tenho, do qual já fui muitas vezes vítima (já que meu humor é mais tétrico e rústico) e recentemente aprendi a dissernir a arte.
Última pérola dele:
"Lorival, você vai dançar créu no challenge day?" (para o nosso amabilíssimo professor de inglês).



Bom, terminou de carregar o vídeo, então vou me despedindo por hoje!
Só vou colocar o vídeo que tava abrindo enquanto eu escrevia isso, pra não perder tudo:





The Cure
não é uma banda irônica, nem ao menos engraçada.
Aliás, muitas vezes dá medo. Principalmente com Robert Smith de olhos vermelhos e... crianças!
Mas foi por causa deste vídeo que saiu esse post, então faça um favor e assista. Boys don't cry, a mais conhecida deles.